12 de agosto de 2019

O MASSACRE DOS VALDENSES



Quem eram os valdenses? Os valdenses eram uma seita ascética cristã, seus membros eram adeptos do medieval segmento cristão difundido pelo francês Pedro Valdo (Pierre Vaudès, 1140–1218), um rico comerciante que doou sua propriedade por volta de 1173, pregando a pobreza apostólica como o caminho para a perfeição e muito antes de Lutero, já empregavam bíblias traduzidas em seus idiomas e defendiam a abolição do uso de imagens e do poder da hierarquia eclesiástica.

Era de se imaginar que ensinamentos valdenses entraram rapidamente em conflito com a Igreja Católica.

A resposta do catolicismo

Em 1184, no Sínodo de Verona , sob os auspícios do papa Lúcio III , eles foram excomungados. Se deu inicio a uma perseguição violenta ao grupo.

Em 1215, os valdenses foram declarados heréticos pelo papa Inocêncio III durante o Quarto Concílio de Latrão e sujeitos a intensa perseguição que se tornou ainda mais implacável e violenta e se desenrolaria por vários seculos.

Em 1487, vem o veredito final:  O Papa Inocêncio VIII emitiu uma bula para o extermínio dos valdenses. Alberto de 'Capitanei, arquidiácono de Cremona, respondeu à bula organizando uma cruzada para cumprir sua ordem e lançou uma ofensiva nas províncias de Dauphiné e Piemonte.

As forças católicas não mataram os habitantes simplesmente. Eles fizeram saques, estupraram, torturaram e assassinaram de formas mais perversas e cruéis possíveis. De acordo com um relatório encontrado assinado por Peter Liegé:

As criancinhas foram arrancadas dos braços de suas mães, seguradas por seus minúsculos pés e suas cabeças arremessadas contra as rochas; ou eram mantidos entre dois soldados segurando (cabo de aço) seus membros trêmulos que eram dilacerados pela força. Seus corpos mutilados eram então jogados nas estradas ou campos, para serem devorados por feras.

Os enfermos e os idosos foram queimados vivos em suas moradas. Alguns tiveram suas mãos e braços e pernas cortados, era aplicado fogo às partes cortadas para estancar o sangramento e prolongar seus sofrimentos. 
Alguns foram esfolados vivos, alguns foram assados ​​vivos, alguns estripados; ou amarrados a árvores em seus próprios pomares e seus corações cortados. Alguns foram terrivelmente mutilados e, de outros, os cérebros foram cozidos e comidos por esses canibais. Alguns foram presos nos sulcos de seus próprios campos e arados no solo, enquanto homens lançavam adubo nele. 
Outros foram enterrados vivos. Pais foram levados à morte com as cabeças dos filhos suspensas no pescoço. Os pais foram obrigados a olhar enquanto suas filhas foram primeiro indignados [estuprados], depois massacradas, antes de serem autorizados a morrer.


Em 2015, após uma visita histórica a um templo valdense em Turim, o papa Francisco, em nome da Igreja Católica, pediu perdão aos cristãos valdenses por sua perseguição.
E por via de uma falácia clássica, o papa pediu desculpas pelas "posições e ações não cristãs e até desumanas" da Igreja.

Seria um pedido de desculpas o suficiente? Quantos massacres, guerras e carnificina cometidos em nome da religião e de deus ainda se cometem até hoje? Atos desumanos cometidos pelo fanatismo e superstição.

O massacre continua o mesmo, os locais e as pessoas são diferentes.

Abaixo deixo essas imagens (clique para uma visão maior e perturbadora) das atrocidades desta data, de Samuel Morland do livro The History of the Evangelical Churches of the Valleys of Piedmont







Fonte de pesquisa: 
https://www.britannica.com/topic/Waldenses




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