12 de maio de 2019

A falácia do espantalho ou do "quer dizer"

Sem dúvidas uma das táticas mais usadas por aqueles que querem impor suas ideias e interesses em uma conversa ou debate é distorcer a fala, a afirmação ou pensamento de seu opositor. Eles a usa muitas vezes por que seus argumentos são fracos e vazios. Na verdade suas ideias são tão ilógicas que  é necessário recorrer a esse mecanismo para salvá-las de cair ao ridículo.



Estamos falando da falácia do espantalho ou do homem de palha que trata de substituir a posição ou argumento real de uma pessoa por uma versão distorcida, exagerada ou deturpada da posição do argumento.

Falácia usada geralmente por pessoas de tendencia autoritária, conservadora e por demagogas.

Exemplo:

Em um bar entre um gole e outo de cerveja João e Maria conversam e meio a isso surge o tema do porte de armas:

João: "Eu digo que facilitar ainda mais o porte de armas é bizarro não há lógica que mais armas nas ruas possa diminuir a violência".

Maria: "Há quer você dizer que cidadão não pode ter arma mais vagabundo pode ne?"

Veja Maria afirma literalmente que João é um criminoso e pode ser atuado por associação ao crime por dizer que criminosos podem ter armas quando na verdade o que João (que deveria ter mais cuidado com quem ele convida para tomar uma)disse estar preocupado com o aumento do numero de armas em circulação e que isso fatalmente acarretará no aumento da violência.

Maria usou a falácia do espantalho para facilitar sua resposta, não é necessário raciocinar, refletir a ideia basta simplesmente distorcer, torná-la exagerada e assim fica fácil dar uma resposta onde, dependendo do ambiente (como em um bar) lhe dará muitos olhares de apoio.

O outro exemplo que citarei da falácia é clássico.

Exemplo 2:

Diego e Paulo estão no auditório da faculdade em um debate entre alunos das áreas de física, teologia e letras. Em meio ao badalado debate há uma pergunta em que todos fazem silencio total:

Diego pergunta: Qual é a sua opinião sobre o Deus cristão?

Paulo: Eu não acredito em nenhum deus, incluindo o cristão.

Diego: Então você acha que estamos aqui por acaso, e todo essa exuberante natureza é puro acaso, e o universo se criou? Além disso Deus é felicidade, sem ele não se pode ser feliz.

Paulo: Você tem todo esse perfil de mim afirmando que eu não acredito em nenhum deus?

Paulo fez uma afirmação: que ele não acredita em nenhum deus. A partir disso, podemos deduzir algumas coisas: como ele não é um teísta, ele não é um cristão praticante, católico, judeu, ou um membro de qualquer outra religião que requer a crença em um deus, mas não podemos deduzir que ele acredita que todos nós estamos aqui por acidente, a natureza é um acaso e o universo se criou. Paulo pode não ter crenças sobre essas coisas. Talvez ele distingue entre “acidente” e seleção natural, talvez ele ache que o conceito de exuberância da natureza é algo que nós e as circunstâncias climáticas e geológicas modelamos, talvez ele tenha alguma explicação detalhada baseada em física conhecida sobre como o universo poderia ter aparecido, ou talvez ele acredite em alguma outra explicação sobrenatural independentemente da existência de um deus, de qualquer forma essa foi uma descaracterização grosseira do argumento de Paulo. Alem de no fim, mesmo só conhecendo paulo de vista Diego o chamou de infeliz.


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